Haiti, em três tempos

O cotidiano da população do Haiti foi agredido nas duas últimas décadas de caos político. Refém de uma ditadura sangrenta de Papa Doc e Baby Doc, o Haiti fez eleições democráticas em 1989, viveu um novo golpe militar em 1991. Depois disso, vieram mais duas missões de paz da ONU. A última delas, cujas tropas militares são chefiadas pelo Brasil, começou em junho de 2004 e deve ser prorrogada no dia 10 de outubro por mais um ano.

Desde 2004, jornais e entidades não-governamentais pelo mundo registraram a situação do povo haitiano. A pobreza extrema, a carência de políticas públicas, a violência e a política. Selecionei aqui três especiais multimídias de dois veículos internacionais para mostrar um pouco dessas mudanças no país, sobretudo após fevereiro de 2004, quando o ex-presidente Jean Bertrand Aristide foi deposto do cargo e levado por soldados norte-americanos para o exílio. Mostra um pouco da realidade haitiana e como a mídia cobre a crise.

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O primeiro deles é um especial de 2004 do site do jornal New York Times. A fotógrafa Ruth Fremson fez um slide show com um depoimento em áudio bem informal suas impressões do país. Belo jogo de impressões sobre a pobreza, a falta de luz, a comida dos pobres e sobre um abrigo para jovens haitianas.

Photographer’s Journal: A shelter in Haiti

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O segundo também é do New York Times. Um vídeo coberto de imagens com duas entrevistas, mas, como o primeiro, sem nenhum depoimento de moradores haitianos sobre o processo. Ele tenta apresentar uma versão sobre a influência dos Estados Unidos sobre a política doméstica no Haiti.

A preview of the Discovery Times documentary: ‘Haiti: democracy undone’

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O último é do repórter Bruno Garcez, correspondente da BBC Brasil em Washington, que fez um vídeo sobre a recepção dos moradores de Cité Soleil às tropas brasileiras. Após a ocupação da favela, hoje é um sentimento de tranqüilidade no local. A maior parte deles agradece o trabalho dos soldados brasileiros.

Tropas do Brasil são saudadas como ‘gente boa’ no Haiti; assista

PS: este último roda no Real Player; costuma não funcionar com software livre.

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6 comentários sobre “Haiti, em três tempos

  1. [...] As fotos publicadas fazem parte de uma seleção dos principais trabalhos de fotógrafos que cobriram o Haiti recentemente. Esta segunda é de Ruth Fremson, do The New York Times, e que já fez vários trabalhos lá, inclusive um bom slide show, que já mostrei em outro post. [...]

  2. paola disse:

    Os trágicos números do Haiti

    • 8,1 milhões de habitantes.
    • 80% vivem abaixo da linha de pobreza.
    • Quase 75% das casas não têm água encanada ou esgoto.
    • Não há coleta de lixo.
    • 80% da população está desempregada.
    • 75% das crianças nunca foram vacinadas.
    • O analfabetismo atinge 50% da população.
    • A expectativa de vida é de 52 anos (a média na América Latina é de 69 anos).
    • A Aids atinge 5,6% dos adultos (280 mil infectados e 24 mil mortes

  3. paola disse:

    HAITI…

    …A ultima onda de violência e insegurança no Haiti começou apos a PNH abriu fogo em uma marcha pacifica na capital, exigindo o retorno do Presidente Jean-Bertrand Aristide, em 28 de fevereiro e 27 de Abril. Pelo menos 11 manifestantes desarmados foram mortos nos dois ataques da ONU. O Secretario Geral da ONU Kofi Annan exigiu das organizações de Direitos Humanos que abram uma investigação oficial.

    …O governo instaurado pelos EUA de Gerard Latortue conseguiu retirar varias alegações contra a policia hatiana, mesmo apos a declaração feita pelo General brasileiro Heleno Ribeira e apos as filmagens feitas por uma estação de televisão local, confirmando os ataques a queima roupa. As filmagens ainda mostram membros da policia haitiana colocando armas nos corpos para justificar a matança em 27 de abril.
    Apos isto, estão ocorrendo seqüestros e matanças diários, que o Embaixador norte-americano, James B. Foley, e a elite haitiana culpam um pequeno e violento grupo que sugerem ter aliança com Aristide.

    …A guerra no haiti começou no dia 23/02/2004 às 03:00h
    O haiti entrou em guerra por causa de uma coisa muito simple.por cousa da fraude na hipoteca.

    …Na manhã do dia 7 de janeiro, o general brasileiro Urano Teixeira da Matta Bacellar, que comandava as tropas de ocupação no Haiti, foi encontrado morto, com um tiro na cabeça, em seu próprio apartamento. Segundo os especialistas, a hipótese mais provável é que o general tenha se matado, mas não são poucos os motivos para que se suspeite de um assassinato.
    Iniciada em 2004, meses depois do então presidente Jean-Bertrand Aristide ter sido derrubado (numa ação conjunta entre a oposição local e os imperialismos francês e norte-americano), a chamada Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah) tem sido marcada por uma sucessão incontável de arbitrariedades e abusos.
    …À miséria generalizada, a única resposta possível é a resistência. No momento, ela tem surgido de forma desesperada e desorganizada. O maior temor das tropas lideradas pelo Brasil é que isso mude. Uma possibilidade cada vez mais real. E a única capaz de devolver o Haiti para os haitianos, criando a possibilidade para que eles reconstruam seu país.

  4. james cardoso disse:

    o que vcs sabem sobre o galo…….
    nada…

  5. [...] As fotos publicadas fazem parte de uma seleção dos principais trabalhos de fotógrafos que cobriram o Haiti recentemente. Esta segunda é de Ruth Fremson, do The New York Times, e que já fez vários trabalhos lá, inclusive um bom slide show, que já mostrei em outro post. [...]

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