Quando se chega a Porto Príncipe, capital do Haiti, os capacetes-azuis brasileiros oferecem ao jornalista visitante um tour a bordo de urutus (veículos blindados) e em alguns bairros pobres. O novo hit agora é o bairro pobre de Cité Soleil. Na maioria das vezes, os jornalistas entram lá devidamente acompanhados (lê-se escoltados) pelos militares. Muito melhor é quando essa relação fica evidente para o leitor, um direito à transparência. Um exemplo é essa matéria estilo “gonzo” do repórter Rodrigo Lopes, do jornal Zero Hora.

“O cheiro é convidativo - antecipa alguém do grupo. Obviamente, é uma ironia. O estômago alerta para não continuar. À frente, cerca de 3 mil pessoas se amontoam no meio de uma ruela cercada por galpões de zinco, próximo ao porto da capital do Haiti, Porto Príncipe. O nome oficial é Marché Croix des Bossales, mas os brasileiros deram ao local um apelido mais pertinente: Cozinha do Inferno, uma das mais perturbadoras visões do Haiti”, registra o lead do texto.

O contingente que está no Haiti atualmente, a maioria composta de soldados gaúchos, começa a ser renovado em novembro. As matérias do Zero Hora, inclusive, puxam o ar da graça gaúcha no Haiti. Abaixo o link para o especial multimídi. No final da matéria, há o link para a galeria multimídia.

Galeria de fotos do Zero Hora



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