O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reafirmou ontem que o presidente Lula encaminhará “em breve” ao Congresso Nacional uma mensagem solicitando o aumento de 100 soldados para a força de paz no Haiti. Isso aumentaria o efetivo da companhia de engenharia, que atualmente faz afastamentos, cava poços e trata água em Porto Príncipe. As declarações do ministro foram dadas durante a apresentação dos oficiais do próximo contingente (o nono) a seguir para o Haiti. Eles também participaram de um curso sobre logística, inteligência e direito humanitário.
A decisão de aumentar o efetivo foi um tema herdado da gestão do ex-ministro Waldir Pires. Na primeira oportunidade do ministro de lidar com a situação do Haiti, depois do afogamento da crise aérea, Nelso Jobim conversou com os comandantes das Forças Armadas. A dúvida era: devemos aumentar o efetivo simplesmente para comportar mais engenheiros ou reduzir o número de soldados e trocá-los por engenheiros? Venceu o primeiro argumento por convencimento dos militares sob a alegação de que a segurança “ainda é frágil” no Haiti. E o contigente seria necessário para manter a ocupação de áreas problemáticas como Cité Soleil.











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