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Já pensou em falar creoule? Eu sim…

No blog do Deak, li um comentário da Paula Skromov, integrante do Comitê Pró-Haiti Brasil, sobre uma instituição em São Paulo que dá aulas de creoule haitiano. Isso é que é intercâmbio cultural. A Sala Sequoia ensina também guarani, aymara, quechua, yorubá. A seguir um resumo da aula de creoule.

As aulas são ministradas pelo prolífico professor Firto Regis. Ele é natural de Cap Haitien, ao norte do Haiti. Nas aulas, ele comenta as pequenas diferenças existentes entre o kreyòl do norte e do sul do país, e também as diferenças entre a elite rica e a maioria da população.

Agora, que moro e trabalho em São Paulo, vou checar os horários para ver se entro na turma. Até porque só ensaio algumas palavras do creoule. :)

Fotos do carnaval no Haiti

Essa época é muito boa para conhecer a cultura do Haiti. É época de carnaval e, assim como no Brasil, há vários blocos na rua, com desfiles e bandas com marchinhas. Em 2004, numa de minhas viagens para lá, conheci a casa de um fabricante de bonecos em Delmas. Lembrou-me Olinda.

Deixo algumas fotos recentes que encontrei pela net. Achei uma boa galeria no Flickr sobre 2007 do fotógrafo Darre-Ell, que esteve por lá.

Reuters

Debate antes e depois de “Tropa de Elite”

Hoje, assisti “Tropa de Elite” no cinema. O filme de José Padilha é impressionante. O roteiro fantasticamente bem articulado tem apenas um narrador, um capitão do Bope. Mas, queiram ou não, abre espaço para várias versões sobre as causas da violência. É um marco na discussão sobre repressão ao tráfico, financiamento do crime, violência policial e o papel do Estado.

Ufa! Você passa a ver de maneira diferente sacos plásticos, cabos de vassoura e papelotes de cocaína vendidos no xerox da faculdade. Acho que assisti o filme depois de todo mundo, mas não consegui deixar de escrever sobre o assunto. Aliás, não me conformo que o filme não foi selecionado para disputar o Oscar… que ganhe algum festival melhor então, o debate explícito do Brasil já ganhou…

Atualização: gente, nesse início de novembro, procurando coisas sobre o Haiti na net, cheguei até o Blog da Segurança Pública. Tem uma análise do sobre o filme Tropa de Elite, que é muito boa. E uma outra sobre o livro que originou o roteiro para o cinema. Reproduzo um trecho:

O filme também procura passar um conceito de honestidade sob a ótica do BOPE (que não sei se é realmente assim naquela unidade), ou seja, quem rouba não presta, mas matar… matar não tem problema, desde que seja matar traficante. Na ética do filme, ser traficante é mau e ser assassino é bom. Desde que o morto seja bandido, mesmo o bandido travestido de PM. Não existe traficante recuperável e não vale a pena perder tempo prendendo ninguém. Todos devem ser mortos. Em combate, pelas costas, depois de dominados, não interessa. Aliás, o filme traz apenas duas categorias de policiais: os corruptos e os do BOPE.


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