Também deixo aqui o link para uma galeria de imagens do fotógrafo Stephan Jedgar sobre o povo haitiano. Eis a foto de abertura do ensaio.

Comunicação, jornalismo & muito sobre o Haiti
Também deixo aqui o link para uma galeria de imagens do fotógrafo Stephan Jedgar sobre o povo haitiano. Eis a foto de abertura do ensaio.

Estão na lista dos mais lidos do blog Left ~ Write, de Aniket Alam, três posts (1, 2, 3) sobre a Revolução de São Domingos, o fato histórico que culminou com a independência do Haiti. Escrevi também sobre isso para a História Viva, baseado na análise de C.L.R. James, em “Os Jacobinos Negros” (The Black Jacobins), publicado no Brasil pela editora Boitempo.
Vale a pena ver como o assunto anda viajando pela net. No primeiro post, o autor usa como epígrafes os versos de “Redemption Song”, do Bob Marley, a descrição do tráfico negreiro. No século 16, o comércio de escravos tinha no Haiti o seu principal alvo lucrativo para a burguesia francesa. A independência começou justamente pela revolta dos negros.
Essa época é muito boa para conhecer a cultura do Haiti. É época de carnaval e, assim como no Brasil, há vários blocos na rua, com desfiles e bandas com marchinhas. Em 2004, numa de minhas viagens para lá, conheci a casa de um fabricante de bonecos em Delmas. Lembrou-me Olinda.
Deixo algumas fotos recentes que encontrei pela net. Achei uma boa galeria no Flickr sobre 2007 do fotógrafo Darre-Ell, que esteve por lá.


O André Deak, antes de passar uma temporada em Cuba, coordenou o primeiro blog carnival de jornalismo online no Brasil. A idéia foi a seguinte: blogueiros publicaram textos sobre jornalismo na rede e os artigos foram organizados em um blog, como um guia de leitura.
“A idéia, jogada na lista de discussão do Jornalistas da Web, era repetir o modelo do blogs carnivals: vários blogueiros se juntam e publicam textos sobre um determinado tema no mesmo dia. Um deles publica uma coleção com os links de quem escreveu, e assim por diante, mudando apenas o blog que hospeda o guia de leitura”, explica Deak.
Está no boletim do blog Narua, do Paulo Fehlauer, o link para um especial jornalístico sobre o combate ao HIV no Caribe, publicado pelo PalmBeachPost (que, sinceramente, eu desconhecia). Inclui a situação do Haiti, onde, como já citei aqui, o vírus da Aids atinge 2,2% de mulheres e 2% entre os homens, o maior índice das Américas. O título do especial é “Heroes of HIV”. Meu destaque é a seqüência de imagens sobre a doença dentro dos presídios.

Minhas andanças pela web insistem em parar em fotos de vodu haitiano. Aqui está o link de uma produção do fotógrafo Jean-Claude Coutausse, da National Geographic, numa reportagem chamada “Dançando com espíritos”, de 1995. Também sobre o mesmo trabalho, achei o site pessoal do Coutausse com mais fotos. É uma boa amostra.

Bom, no meio de um plantão na redação, vi que o ator Paulo Autran morreu. Eram 4 horas e 10 minutos da tarde… mas o site do Estadão o matou antes. Às 11h04, uma notícia de duas linhas informava a morte “confirmada” pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio Libanês. Essa mesma notícia foi para a manchete principal do portal. E depois sumiu. Claro, que o estado dele era gravíssimo e alguém passou o carro na frente dos bois.
Até guardei a tela, veja a seguir.
A matéria foi deletada da lista de notícias. Sem correção ou justificativa alguma. Depois o site registrou sua internação em estado grave. Só às 16h33 outra matéria trouxe, agora oficialmente, a morte confirmada. Autran morreu primeiro numa apuração do Estadão.
Para não dizerem que não falei de flores, deixo a minha homenagem ao ator com um trecho de um perfil que guardo a sete chaves na minha coleção da Revista Realidade:
(…) quando Autran fazia o Otelo de Shakespeare, o crítico Décio de Almeida Prado escrevia sobre ele: ‘Paulo Autran é certamente o ator mais seguro de nosso teatro, bom na comédia e no drama, na peça antiga e na moderna, tem força e delicaleza, sensibilidade e inteligência’. Forte e delicado, sensível e inteligente, Paulo Autran tem a alma dos velhos gregos num corpo de romano antigo. É um homem maduro, de cabelos grisalhos, de entradas cada vez mais pronunciadas, de olheiras profundas contornando os olhos de combinação estranha – o esquerdo é verde, o direito castanho – o nariz e o queixo angulosos e agressivos, a testa alta, os lábios finos mordendo sempre um sorriso irônico. E as mãos bem tratadas ajudando as frases com gestos naturais (…)
O cotidiano da população do Haiti foi agredido nas duas últimas décadas de caos político. Refém de uma ditadura sangrenta de Papa Doc e Baby Doc, o Haiti fez eleições democráticas em 1989, viveu um novo golpe militar em 1991. Depois disso, vieram mais duas missões de paz da ONU. A última delas, cujas tropas militares são chefiadas pelo Brasil, começou em junho de 2004 e deve ser prorrogada no dia 10 de outubro por mais um ano.
Desde 2004, jornais e entidades não-governamentais pelo mundo registraram a situação do povo haitiano. A pobreza extrema, a carência de políticas públicas, a violência e a política. Selecionei aqui três especiais multimídias de dois veículos internacionais para mostrar um pouco dessas mudanças no país, sobretudo após fevereiro de 2004, quando o ex-presidente Jean Bertrand Aristide foi deposto do cargo e levado por soldados norte-americanos para o exílio. Mostra um pouco da realidade haitiana e como a mídia cobre a crise.
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O primeiro deles é um especial de 2004 do site do jornal New York Times. A fotógrafa Ruth Fremson fez um slide show com um depoimento em áudio bem informal suas impressões do país. Belo jogo de impressões sobre a pobreza, a falta de luz, a comida dos pobres e sobre um abrigo para jovens haitianas.
Photographer’s Journal: A shelter in Haiti
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O segundo também é do New York Times. Um vídeo coberto de imagens com duas entrevistas, mas, como o primeiro, sem nenhum depoimento de moradores haitianos sobre o processo. Ele tenta apresentar uma versão sobre a influência dos Estados Unidos sobre a política doméstica no Haiti.
A preview of the Discovery Times documentary: ‘Haiti: democracy undone’
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O último é do repórter Bruno Garcez, correspondente da BBC Brasil em Washington, que fez um vídeo sobre a recepção dos moradores de Cité Soleil às tropas brasileiras. Após a ocupação da favela, hoje é um sentimento de tranqüilidade no local. A maior parte deles agradece o trabalho dos soldados brasileiros.
Tropas do Brasil são saudadas como ‘gente boa’ no Haiti; assista
PS: este último roda no Real Player; costuma não funcionar com software livre.
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