Hoje, assisti “Tropa de Elite” no cinema. O filme de José Padilha é impressionante. O roteiro fantasticamente bem articulado tem apenas um narrador, um capitão do Bope. Mas, queiram ou não, abre espaço para várias versões sobre as causas da violência. É um marco na discussão sobre repressão ao tráfico, financiamento do crime, violência policial e o papel do Estado.
Ufa! Você passa a ver de maneira diferente sacos plásticos, cabos de vassoura e papelotes de cocaína vendidos no xerox da faculdade. Acho que assisti o filme depois de todo mundo, mas não consegui deixar de escrever sobre o assunto. Aliás, não me conformo que o filme não foi selecionado para disputar o Oscar… que ganhe algum festival melhor então, o debate explícito do Brasil já ganhou…
Atualização: gente, nesse início de novembro, procurando coisas sobre o Haiti na net, cheguei até o Blog da Segurança Pública. Tem uma análise do sobre o filme Tropa de Elite, que é muito boa. E uma outra sobre o livro que originou o roteiro para o cinema. Reproduzo um trecho:
O filme também procura passar um conceito de honestidade sob a ótica do BOPE (que não sei se é realmente assim naquela unidade), ou seja, quem rouba não presta, mas matar… matar não tem problema, desde que seja matar traficante. Na ética do filme, ser traficante é mau e ser assassino é bom. Desde que o morto seja bandido, mesmo o bandido travestido de PM. Não existe traficante recuperável e não vale a pena perder tempo prendendo ninguém. Todos devem ser mortos. Em combate, pelas costas, depois de dominados, não interessa. Aliás, o filme traz apenas duas categorias de policiais: os corruptos e os do BOPE.











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