Liberdade não está condicionada à perfeição

Para quem já não leu, vale a referência. Aqui está um link para o segundo texto da série de quatro artigos que Eugênio Bucci escreve para o Observatório da Imprensa. No abre de seu texto, ele argumenta o que, na minha visão, é o ovo da serpente daqueles que defendem um “jornalismo” que seja o contraponto da “visão” da grande mídia comercial. Sobretudo, os governantes que cogitam, mesmo que em seu íntimo, construir uma mídia que sirva de porta-voz para suas versões épicas de política. Além de apontarem, incansavelmente, os erros como forma de desligitimação da imprensa. E disso se convencem se tratar de democracia para a mídia.

Não há razoabilidade, como já ficou demonstrado [ver “A missão de servir ao cidadão e vigiar o poder“] em supor que a liberdade de imprensa deva se condicionar à inexistência de erros. Ela não é uma recompensa que se outorgue aos veículos que acertam ou um privilégio que se interdite aos que erram; é, sim, premissa inegociável para a prática do jornalismo, seja ele bom ou ruim. A ninguém no governo pode caber a tarefa (ou a veleidade) de melhorar (ou de pretender melhorar) o nível do jornalismo. Isso não faz sentido.

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