Quebra do vazio sanitário da soja

O cultivo de soja no Brasil precisa enfrentar o combate à ferrugem asiática, uma das principais patologias que acomete a plantação. A doença traz a desfolha precoce da planta e o comprometimento da formação da vagem e do grão. A perda da colheita pode chegar a 90% da área plantada. Como precaução, após ter sido registrada em vários pontos do Brasil, instalou-se uma medida preventiva para conter o seu avanço. É o chamado “vazio sanitário”, que é a proibição do plantio de nova área de soja, na safrinha, logo após a colheita da mesma cultura. Não é permitido plantar soja no lugar que se colheu soja há dias. Só na próxima safra. Isso porque o fungo se alastra mais durante o inverno. Sem a planta, o fundo morreria em cerca de 60 dias. Com o segundo plantio, a safrinha traria um elo da doença para a próxima lavoura.

Depois que a doença atingiu 22 milhões de hectares de soja, nove estados brasileiros passaram a adotaram o “vazio sanitário”: Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraná. Este último o segundo maior produtor de soja do país. Com a sedução do preço da soja em relação ao milho ou outros produtos, alguns agricultores ainda persistem em furar a regra. Na região próxima ao Parque Nacional do Iguaçu, agora na safrinha, temos o exemplo de uma propriedade no município de Serranópolis (PR) que plantou novo lote de soja após a colheita. A foto abaixo foi tirada de uma estrada pública e mostra a germinação em abril de uma nova área de soja, o que desrespeita a legislação sanitária. O proprietário está sujeito à multa e com a possibilidade de perder toda a produção.

* esta apuração faz parte do projeto do Centro de Monitoramente dos Agrocombustíveis, da Repórter Brasil. Para ler mais, faça o download do relatório “O Brasil dos Agrocombustíveis”. Clique aqui.

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