Missão da ONU no Haiti é renovada até fim de 2009

A bola estava cantada. O Conselho de Segurança das Nações Unidas renovou a permanência da força de paz no Haiti por mais um ano, incluindo planos de ação pelo menos até a posse do novo presidente em 2011. Ou seja, a decisão foi tornada oficial hoje, mas, na prática, é uma formalidade das rotinas burocráticas da diplomacia. O que interessa é que a nova resolução não traz nenhuma mudança formal na configuração dos trabalhos. Mais de um ano e meio depois de relativa tranquilidade no país, passada a etapa das ações militares em Cité Soleil, o número de soldados permanece o mesmo sob o argumento que de a segurança ainda é frágil. Nada indica que o modelo de missão de paz da ONU vá apresentar resultados mais concretos para os verdadeiros problemas do povo haitiano – pobreza, falta de saúde, educação e emprego.

A resolução apresentada hoje mantém o Haiti como região de conflito, mantendo as regras de engajamento militar, com a observação de que a segurança é necessária em situações como os protestos da população em abril diante da inflação dos alimentos. Além, claro, após a devastação brutal causada pelos quatro furacões recentes (Hanna, Gustav, Ike e Fay), que, segundo o diplomata Luiz Carlos da Costa, assessor do secretário-geral da ONU no Haiti, atrasará em cerca de um ano a “estabilização” do Haiti. “A resolução reconhece a necessidade de uma conferência de doadores de alto nível para apoiar a estratégia nacional de crescimento e redução da pobreza no Haiti. Nesse sentido, pede ao governo haitiano e à comunidade internacional de doadores a implementar um sistema eficiente de coordenação de ajuda”, diz a ONU.

Esse anseio por mudança está há tempos na cabeça de entidades civis haitianas (leia matéria de 2005), na dos próprios militares (leia general Heleno em 2004) e dos diplomatas – recentemente o embaixador Igor Kipman falou sobre disso. “Eu continuo defendendo que o Brasil, nesse próximo contingente [que será o décimo] ou no outro, mande menos combatentes e mais uma companhia de saúde, mais pessoal de educação”, indicou na Agência Brasil. Depois, ao jornal O Estado de S.Paulo, foi mais explícito. Ao falar sobre a prorrogação sob os mesmo “moldes”, o diplomata disse que vai atuar por mudanças no composição das tropas e na manutenção do Capítulo 7 da Carta da ONU, que autoriza o uso da força. “Não precisamos de combatentes para ensinar criança a escovar os dentes. Temos 900 combatentes fazendo ações cívico-sociais, como distribuição de alimentos e construção de latrinas.”

Nesta última reportagem, inclusive, feita pelo jornalista João Paulo Charleaux, há uma ótima análise sobre o fracasso do braço civil da Minustah, a área da missão responsável pela atuação policial, por novos projetos humanitários e pela articulação de trabalhos das agências da ONU. Entre os argumentos do texto, está um dado que consta no balanço do último ano da missão. Elaborado pelo chefe da Minustah, Hedi Annabi, o relatório cita que a produção nacional de alimentos e ajuda humanitária que recebe não cobrem a metade das necessidades da população. “O Haití importa 52% do restante de seus alimentos (o que inclui mais de 80% do seu arroz) e todo o seu combustível”, registra. Ou seja, sem mexer na estrutura econômica do país qualquer ação militar será um processo “enxuga-gelo”.

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9 comentários sobre “Missão da ONU no Haiti é renovada até fim de 2009

  1. aho muito importante o papel da missão da uno num pais tão sofrido como o haiti,espero que os governo do mundo rico tenham esprito humanitário ,e ajude este pais que e´o pobre do hemisfero norte.dentre outras medidas a serem tomadas sejam a educação a formação tanto socaial como tambem psicologica das crianças,até a capacitaçaõ de meios de recuperaçõ da economia deste pais.a onu e o exercito do brasil continue unindo suas forças por estado democratico de direito.

  2. quantos estão precisando da nossa ajuda e as vexes ficamaos de braços cruzados. hoje o haiti mais do que nunca precisa das mãos renovads destes desbravadores brasileiros que estão ali cumprindo uma missõa de amor e paz pelo seu proximo..acho muito importante este papel da unu e deixo uma pergunta: qual é hoje a maior necessidade daquele pais alem de alimentos?

  3. Oi, Fernando,
    Também concordo da necessidade de os países se mobilizarem para ajudar o Haiti, principalmente agora em tempos de crise financeira em que rios de dinheiro abastecem a “liquidez” das empresas de crédito e das bolsas de valores, enquanto pouco se pensa nas sociedades com problemas urgentes. A ajuda precisa ser maior do que somente a presença militar por lá. Respondendo a sua pergunta, acho que as principais necessidades são: reestruturação da dívida externa, desenvolvimento de programas de saúde, educação e trabalho para a população. São alternativas para além do assistencialismo.

  4. Hoje lendo essa reportagen vi que muitas da svezes agente axa que estamos acima de tudo e nao ohamos o proximo pensamoas muitas das vezes que temos que ter olhos sopra o BRASIL porque eh onde nos moramos . Mas nao isso estamos redondamente inganados porque temos que dar graças a DEUS que nao estamos sofrendo tanta nessecidade .Entao acho que todos deveria por-se no lugar das pessoas de HAITI e ver como nao e bom passar tantas nessecidades entao deixo claro a todos que ler para que lendo isto vejam e se concientize para termos so nao o meu pais o o seu masi pra ter o de todos lederadamente ums paises dignos de morarmos num pais bom !

    1. É verdade … o nosso mundo nao enfrenta tanta necessidades como por exemplo Haiti ,ainda as pessoas nem sempre se conscientivam vivem sempre reclamando da vida q é dificil q as vezes sempre tem uma famila q um nao tm o dinheiro pra compra seu pão d manha ,e ja acha q isso é passar necessidade , mais nem sabem o q essa palavra realmente segnifica …
      tenho um amigo em haiti q é do exercito brasileiro falei cm ele e ee m disse q lá da muita pena d ver o q as pessoas passam ,a verdadeira nessecidade q é enfrentar a fome e a sede …Muitas pessoas nao veem esse lado q tabto sofrimento , possibilidade s emprego nossa raro, e qndo isso existe nem todos conseguem ter essa sorte.
      pedem comida e enfrentam filas para pegar agua .. Isso sim é a NECESSIDADE

      Oq eu disse aqui é a mais pura realidade do q esta se passando lá ..
      Espero q qm lêm isso q vive pessando q a necessidade É NAO COMER POE APENAS UM DIA …LEMBRE-SE …
      Q EXISTE PESSOAS Q REALMENTE PRECISAM D AJUDA !!

  5. tenho um amigo,que está em missão no haiti,através da internet ele disse que lá,realmente é um país muito sofrido,pessoas doentes,sem á estrutura necessária.

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